Enquanto Brizola lutava por Educação de qualidade, a Globo fazia de tudo para destruir o projeto educacional de Darci Ribeiro, e o pior aconteceu, a brilhante carreira política do grande líder Leonel Brizola foi destruída.
Não bastava os governos civil militar, autoritários, no desenvolvimento do processo de colonização dos países latino-americanos; era necessário um instrumento midiático de grande capacidade, capaz de “adestrar” uma geração.
Eu descortinava as mazelas ocorridas no processo de engessamento cerebral das massas com o intuito de demonizar a política.
Eu conseguia vislumbrar as ações destrutivas da Rede Globo de Televisão, o propósito era destruir o que tinha de melhor na nossa cultura, assim como vem acontecendo, regredimos do bolero ao funk, dos cabelos longos bem cuidados para os cabelos coloridos, da elegância para o desleixo, de Chico Buarque para Gustavo Lima, da dança agarradinha para a coreografia por nográfica, a destruição de autenticidades foi completa, cadê os humoristas do nível de Chico Anisio, trapalhões, Agildo Ribeiro, Jó Soares tantos e outros? Enfim, cadê um movimento pautado em manter viva a cultura autêntica dos anos 60, 70 e até 80?
Sabe-se, para formar um povo alienado começa pela banalização da cultura, pela depreciação da arte e do talento, e assim, de maneira gradual, a decadência se aprofunda, as banalidades passam a serem aceitas, a ignorância passa ter voz e poder. Os valores necessários para a formação de uma sociedade sábia, culta, são ignorados.
O Conglomerado Globo de Comunicação, com suas novelas, big brothers, informações maquiadas e tendenciosas, programações focadas em promover políticos canalhas, exerceu um papel fundamental onde se originou uma geração de analfabetos políticos.
Se hoje, milhões de mentes lúcidas não entendem a vitória de um Presidente da República com sintoma de psicopatia, a explicação está na formação midiática, parte dessa mídia criada no regime militar certamente com o favorecimento do governo dos EUAS.
Na década de 80 meu senso crítico já me revelava que a pior droga da sociedade brasileira, depois do regime militar, seria a Rede Globo de Televisão.
Quando Collor foi eleito, eu previ que ele sofreria o impeachment.
Quando do confisco da poupança, no governo Collor, dois dias antes do fechamento dos bancos saquei meu dinheiro. Era pouco, mas foi o suficiente para comprar um carro usado. Eu tinha certeza e afirmava aos meus companheiros de trabalho, convicto que os bancos não tinham lastro financeiro para devolver o dinheiro dos aplicadores na poupança e contas correntes, eu previa que na troca de governo aconteceria o golpe financeiro, minha intuição sinalizava esse episódio.
Quando da criação da Lava-Jato, enquanto alguns renomados políticos, inclusive de esquerda, jornalistas e analistas políticos acreditaram que o objetivo da operação era combater a corrupção, eu afirmava que a Lava-Jato tinha sido criada com propósitos criminosos.
Há trinta anos atrás eu previ que, ainda na minha geração, aconteceria o fim da hegemonia dos Estados Unidos no planeta.
Se ainda não caiu, as evidências são claras de que seu poderio econômico e militar está sendo ultrapassado pela Rússia e China.
Estamos assistindo ao começo do fim da hegemonia do Império do Norte.