ENCONTRO COM DEUS E O DISCERNIMENTO DA RAZÃO EXISTENCIAL DA HUMANIDADE

 

Decidi buscar conhecimento sobre a realidade humana, acreditando unicamente no poder inteligente. Convenci-me de que a cura dos males da humanidade está na capacidade científica.

 

Ainda jovem, eu já me sentia inconformado com minha incapacidade de memorizar sequer cinco linhas de um texto. Na escola, mal consegui concluir o básico. Eu já percebia que havia algo errado — um problema cognitivo, consequência de traumas da infância.

Sem quase nenhum conhecimento sobre a vida, mas já começando a desenvolver um pensamento crítico, fui me percebendo diferente. Minha própria consciência me condenava. Eu não conseguia memorizar uma simples frase, algo tão fácil para outras pessoas.

A baixa autoestima gerava insegurança e medo. No convívio social, sentia-me sempre inferior. A inibição me consumia.

Somente aos 58 anos decidi plantar um marco na minha história. Após um processo de autoanálise, comecei a compreender a origem dos meus traumas. Passei a reconhecer minhas limitações cognitivas — mas, ainda assim, escolhi acreditar no poder do pensamento, no esforço e na dedicação.

Decidi buscar conhecimento sobre a realidade humana, acreditando unicamente no poder inteligente. Convenci-me de que a cura dos males da humanidade está na capacidade científica.

Foi assim que entrei no amplo campo da filosofia. Na internet, encontrei caminhos compatíveis com minha realidade e com meu propósito de aprender.

Minha curiosidade e teimosia me mantiveram focado em compreender o mundo: sociedade, política, religiosidade, dogmas e geopolítica. Mas, acima de tudo, o que mais me inquietava era a existência de Deus, a razão da criação humana e o chamado “poder inteligente”.

Até então, nenhuma explicação — dogmática ou filosófica — me parecia suficientemente lógica.

Foi ao aprofundar meus questionamentos que encontrei uma conclusão:

A força da divindade, que pode ser chamada de Deus, é real — mas não como muitos imaginam.

Quando questiono minha própria consciência intelectual sobre Deus, encontro uma resposta:

A divindade existe na inteligência humana.

Se através da inteligência somos capazes de reduzir dores e transformar a realidade, então existe em cada ser humano uma centelha desse poder.

Ninguém viu Deus — e talvez isso nem seja necessário. O essencial é compreender, encontrar e aprender a utilizar o poder da divindade.

A vida é consciência.
Deus é um poder cósmico conectado à inteligência.

Se a espécie humana é resultado da criação, e a criação é um fato, então o criador é real.
E se o criador é real, Deus é a única divindade.

Mas há uma lógica necessária:

É impossível explicar Deus sem abordar a origem do mundo, a racionalidade, a felicidade e o sofrimento.

E é dentro dessa lógica que surge uma constatação desconfortável:

A felicidade, embora possível, não é uma realidade plena para ninguém.

Existe, sim, a possibilidade de todos os seres humanos serem felizes — mas isso ainda está distante.

Não devemos pedir felicidade a Deus. Ele já nos deu os meios para construí-la: a inteligência, a ciência e a razão.

A verdadeira felicidade depende da evolução da humanidade.

Enquanto houver fome, guerra, pobreza e sofrimento, a felicidade será apenas uma expectativa — uma sensação momentânea que confundimos com felicidade.

Talvez apenas os mais lúcidos compreendam isso.

A felicidade verdadeira faz parte de um projeto maior — um processo evolutivo da humanidade.

Acredito que a finalidade da existência humana é alcançar um estágio de vida plena e universal.

Tudo começou com uma crença simples:

O poder inteligente.

E foi nesse caminho que encontrei o que chamo de:

O Deus de Zemeireles.

Um Deus que não precisa ser adorado — precisa ser compreendido.
Um Deus que não exige orações, nem intermediários.

Um Deus que se revela na inteligência.

 

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