Cada vida é uma oportunidade opcional direcionada a história.
O legado é resultado da obra deixada pelo homem, a morte é o marco entre a vida e a história, o legado pode ser uma grande riqueza após a partida definitiva.
Vivemos para os filhos e as futuras gerações, e nos sentimos bem quando temos certeza que vamos deixar como riqueza bons exemplos. É possível também somar aos bons exemplos um legado de ideias relevantes que se eternizam por várias gerações .
O medo da morte, o desaparecimento para sempre, a saudade e a esperança do reencontro com os antes queridos, cria se o pensamento reconfortante de eternidade através da alma, essa crença é como analgésico para a mente, pois, o ser humano se recusa acreditar que com a morte tudo se acaba.
Essa ideia de permanência da vida através da alma é a base que fortalecem as religiosidades, a crença no julgamento da alma, isso favorecem as elites religiosas acumular riquezas, poderes que levam a interferir política.
As religiões impôs o conceito da existência da alma, que será julgada após a morte, criando se a ideia de condenação ao fogo do inferno, enquanto se auto-concedeu o poder de perdoar, assim se tornou fácil arrebanhar povos e nações até contaminar os poderes públicos.
Na verdade, o inferno real foi criado pela Igreja Católica, conta a história; em uma das partes mais dramática do cristianismo, ou seja, na época da inquisição, um período que durou em torno de 400 anos, quando milhares de pessoas eram acusadas e condenadas a serem queimadas vivas em praças públicas. O povo temia o pecado e a força repreensiva da Igreja.
Existem pessoas que não acreditam na narrativa de vida eterna, mas ninguém tem a credencial para afirmar o contrario, não desdenhar de crenças é uma questão de respeito para com os mais humildes que através da fé religiosa encontram o conforto para a mente, pois isso alimenta a esperança de que a vida se eterniza em outro mundo.
A verdade nua e crua, é que, vida eterna, céu e inferno, são criações do homem, tudo isso encontra se dentro de um mundo chamado mistério, o que se sabe é que tudo nunca vai passar de polêmica, isso é IMPROVAVEL, e o resultado de tudo é o mundo que temos hoje. Por traz das polêmicas e manipulações está o interesse financeiro, essa é única certeza, enquanto a humanidade caminha na contra mão de sua finalidade existencial. A verdade é que sem o dogmatismo a humanidade teria avançado rumo ao progresso social em todos os sentidos, ninguém precisa de religiões para alcançar objetivos.
A a chance de sermos hoje uma civilização culta com sistema de justiça igualitária sem a força injusta do mercado, onde o maior valor fosse a sabedoria e a ciência NÃO é mistério, é uma possibilidade real.
Na visão das cabeças mais pensantes e críticas, a realidade do planeta e a vida em geral é uma tragédia, na certeza de que o homem é o grande culpado.
PREOCUPAR COM A HISTÓRIA É PREOCUPAR COM O FUTURO.
A conscientização com auto-critica é a luz que pode conceder dignidade ao ser humano, a passagem por esta vida é acima de tudo a chance de ocupar um espaço na história. Os ideais, a luta, os bons exemplos de sentimento humano, são valores que poderão se eternizar nas paginas da história, por uma ou mais geração, essa possibilidade é a única maneira REAL, de eternidade.
No conceito dos mais críticos, nada é definitivo, tudo começou tem seu tempo e tudo se acaba, o homem mesmo depois da morte pode continuar sendo útil e importante para a humanidade, dependendo do grau de relevância da obra que se deixa.
Todo ser humano deve ter um comprometimento conceitual com a sua história.
A humanidade segue seu curso pela contra-mão da sua lógica de existir.
A primeira consciência que todo ser humano deveria adotar; a vidaéapenas uma grande oportunidade onde existe apenas dois caminhos opcionais, entre todas ideologias e pensamentos existem dois lados, que é o bem e o mal, no lado do bem estão os sábios que buscam dignidade, do lado do mal estão os acomodados, os desprovidos de valores como sentimento humano e amor, estão os que ignoram a empatia e negam a ciência, estes negam o reconhecimento do valor pela própria história.