A VERDADEIRA FELICIDADE AINDA É APENAS UMA OPÇÃO

A LUTA GRATIFICANTE

Vamos pensar juntos! 

 A felicidade como construção: entre o presente imperfeito e o futuro possível

Passei anos refletindo sobre uma pergunta que acompanha a humanidade desde o início: por que sofremos?

Depois de estudar diferentes perspectivas, cheguei a uma conclusão pessoal: talvez o sofrimento não seja apenas consequência da existência… talvez seja um desafio imposto à espécie humana.

Há uma percepção silenciosa que muitos de nós carregamos ao lembrar de quem veio antes — pais, tios e outros familiares. Muitos enfrentaram sofrimento nos últimos anos de vida; alguns passaram longos períodos acamados. Não é uma regra, mas é uma experiência comum o suficiente para nos marcar.

Penso, se o risco de sofrer é tão grande, para todos, pobres e ricos, religiosos e não religiosos, sabendo que todo dinheiro do mundo não garante viver com saúde, alegria e prazer no final da vida. Se a chance de uma vida sem sofrimento na velhice é mínima, temos que admitir que o sofrimento nos espera no futuro. Sendo assim, acreditar numa vida feliz é apenas utopia na atual realidade, possível sim, numa realidade humana evoluída socialmente através da ciência. Lembrando que o prazer saldável que chamamos de momentos felizes é fato, e somos livres para o usufruir.   

Claro que não é uma regra absoluta — há exceções raras —, mas é um padrão que aparece com frequência suficiente para nos fazer pensar.

Talvez, mais do que o medo da morte em si, o que realmente nos inquieta seja o caminho até ela.

Quando pensamos nisso, surge uma questão quase desconfortável: e se a felicidade plena, aquela que imaginamos como duradoura, segura e profunda, ainda não for uma realidade amplamente acessível? E se ela não depender apenas de escolhas individuais, mas de algo maior — como o estágio de desenvolvimento da própria humanidade?

A história humana mostra avanços impressionantes na tecnologia, mas as desigualdades, as injustiças que causam sofrimentos é intensa. Reconhecemos avanços em prol da vida como as vacinas e na medicina em geral. Vivemos mais, sofremos menos com certas doenças. Ainda assim, o sofrimento não desapareceu para quem quer ver a realidade como ela é, a pobreza, as guerras, a fome, na verdade essa realidade se mantém desde as primeiras civilizações. Não era para ser assim!!

Realidade no mundo de Zémeireles.

Agora imagine um cenário diferente: e se, nos momentos finais da vida, o comum fosse o conforto, a presença, a dignidade — talvez até alegria? Se a experiência de partir não fosse marcada predominantemente pela dor, mas por um tipo de paz consciente?

Nesse contexto, a morte deixaria de ser tida como algo temido e passasse a ser encarada como um encerramento natural — como um descanso eterno.

Essa ideia pode parecer distante, mas ela aponta para algo essencial: a felicidade, no sentido mais pleno, pode não ser apenas uma conquista individual. Pode ser também um projeto coletivo, um propósito para a existência humana, pode ser essa a causa que responde um questionamento universal; porque existimos?. Final da vida sem dor, sendo assim podemos admitir que o sofrimento existe como desafio imposto pela a divindade criadora à espécie humana.  

Isso nos leva a uma mudança sutil, mas importante, na forma de enxergar o sentido da vida. Em vez de buscar apenas a felicidade imediata, talvez exista valor em contribuir para que ela se torne mais possível — não só para nós, mas para todos, levo comigo essa convicção; evoluir no sentido da plena felicidade é a finalidade da vida humana. 

Isso inclui avanços científicos, sim, mas também escolhas sociais, políticas e éticas. Afinal, tecnologia sem humanidade não resolve o problema do sofrimento — apenas o transforma.

Talvez, então, a vida aconteça nesse equilíbrio: entre reconhecer a necessidade de evoluir
e valorizando os avanços sociais, valorizando as lideranças que lutam em prol de construir uma civilização realmente humanizada.

Se for assim, viver ganha um novo significado. Não apenas como uma busca pessoal por bem-estar, mas como participação em algo maior — um movimento contínuo de redução do sofrimento e ampliação da dignidade humana.

E se a dor não fosse o fim da jornada, mas o mecanismo que impulsiona nossa evolução?

E quem sabe…

A nossa geração não é aquela que alcança a felicidade plena,
mas pode contribuir no sentido de que a próxima geração seja melhor, mais humanista, assim estaremos dando o primeiro passo! Isso é dignidade

Zemeireles

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