ERREI MUITO NA VIDA, MAS QUERO FICAR NO LADO CERTO DA HISTÓRIA
Previsões extraídas da racionalidade crítica
Errei muito em minha trajetória de vida, mas posso afirmar que não estou entre aqueles que cometeram o pior erro de todos: colocar no poder ladrões, bandidos, mentirosos, analfabetos políticos e cruéis assassinos.
Não estou entre os milhões que causaram o maior desastre social em uma grande nação.
Sempre me preocupei em ficar do lado certo da História. Mesmo com meu pouco estudo, desde de jovem me preocupei na escolha de meus líderes. São mais de sessenta anos votando, de vereador a Presidente da República. Nenhum desses me decepcionou por fazer mau uso do cargo ou que roubasse dinheiro público.
Errei muito na vida, mas, jamais acreditei que a terra é plana.
Quando, nos anos 90, o assunto sobre globalização era decantado pela mídia a serviçodos poderosos e governos foram eleitos com a máscara da social-democracia, eu, com meu pouco estudo e baseado na lógica capitalista, minha intuição previa que minha geração iria ver o ambicioso projeto new liberal se esfacelar
“A verdadeira salvação está no auto conhecimento.”
Previsões extraídas da racionalidade.
Quando a grande mídia decantava o “sucesso” do Plano Cavallo como a salvação da economia da Argentina eu já adiantava que aquilo tinha apenas o objetivo de cumprir metas do FMI.
Na verdade, tudo estava dentro do projeto new liberal de privatizar e saquear o Estado. Tudo a ver com o velho sonho das elites do grande capital, a velha saga por riquezas e poder.
Desastre político-econômico social e Rede Globo de televisão: tudo a ver
Enquanto Brizola lutava por Educação de qualidade, a Globo fazia de tudo para destruir a carreira política do grande líder gaúcho, e o pior é que conseguiu. Não precisava ser profeta para prever que a sociedade brasileira estava sendo programada para chegar à situação atual.
Não bastava os governos militares, autoritários, no desenvolvimento do processo de colonização dos países latino-americanos; era necessário um instrumento midiático de grande capacidade, capaz de “adestrar” uma geração.
Eu descortinava as mazelas no processo de engessamento de mentes. Parece que só eu vislumbrava as ações destrutivas da Rede Globo de Televisão de minar o que tinha de melhor na cultura do nosso país.
Sabe-se que para formar um povo alienado começa-se pela banalização da cultura, pela depreciação da arte e do talento, e assim, de maneira gradual, a decadência se inicia pela geração de jovens, as banalidades passam a serem aceitas. Por esse caminho, todos os valores necessários para a formação de uma sociedade sábia são ignorados.
O Conglomerado Globo de Comunicação, através da televisão, com suas novelas, big brothers, informações maquiadas tendenciosas, programas fajutos, propagação com o objetivo
de promover políticos canalhas, exerceu um papel fundamental onde se originou essa nação de analfabetos políticos.
Se hoje milhões de mentes lúcidas não entendem os eleitores que elegeram Bolsonaro, um presidente com sintomas psicopatas, a explicação está na formação midiática, ou seja, a Organização Roberto Marinho, fundada no regime militar com o apoia da CIA, cumpriu o seu papel na formação de uma sociedade despolitizada, fácil de ser manipulada. No i
“A verdadeira salvação está no autoconhecimento.”
década de 80 meu senso crítico já me revelava que a pior droga da sociedade brasileira, depois do regime militar, seria a Rede Globo de Televisão.
Quando Collor foi eleito, previ que ele sofreria o impeachment, e assim aconteceu. Quando do confisco da poupança, no governo Collor, dois dias antes do fechamento dos bancos saquei meu dinheiro. Era pouco, mas foi o suficiente para comprar um carro usado. Eu tinha certeza e afirmava aos meus companheiros de trabalho que os bancos não tinham lastro financeiro para devolver a os aplicadores e correntistas e que na troca de governo aconteceria um golpe financeiro. Minha intuição crítica me dava essa certeza.
Quando da criação da Lava-Jato, enquanto alguns renomados políticos, inclusive de esquerda, jornalistas e analistas políticos acreditaram que o objetivo da operação era combater a corrupção, eu afirmava que a Lava-Jato tinha sido criada com propósitos criminosos.
Há trinta anos atrás eu previ que, ainda na minha geração, aconteceria o fim da hegemonia dos Estados Unidos no planeta.
Se ainda não caiu, as evidências são claras de que seu poderio econômico e militar está sendo ultrapassado pela Rússia e pela China.
Estamos assistindo ao começo do fim da hegemonia do Império do Norte.
Quem viver verá o fim definitivo.

